ESTRAGO DA NAÇÃO

9/22/2004

À Margem Ambiental LXX

O documentário "Portugal - Retrato Ambiental" vai emitir na RTP 1 o primeiro dos seus quatro episódios semanalmente a partir da próxima quinta-feira, dia 24 de Setembro, pelas 23:10 horas.

Entretanto, peço desculpa por nas últimas semanas não estar a escrever assiduamente no blog. É apenas uma paragem devido a diversas vicissitudes do meu quotidiano, mas prometo voltar em breve com maior frequência.

9/13/2004

Farpas Verdes CXXII

Sinceramente, não consigo compreender a controvérsia interna no Governo em torno da divulgação do relatório sobre o acidente de Matosinhos provocado pela Petrogal. António Mexia, ministro das Obras Públicas - e anterior presidente da Galp -, e Álvaro Barreto, ministro das Actividades Económicas, queixaram-se de que Nobre Guedes, ministro do Ambiente, não lhes deu cavaco antes da divulgalão do referido relatório.

A minha pergunta é a seguinte: se os tivsse avisado, as conclusões de um relatório técnico seriam diferentes? Se não - como se esperaria -, os protestos não têm sentido, tanto mais que daqueles dois ministérios havia representantes na comissão que elaborou o relatório. Se sim, então ficaríamos a saber uma versão tipo Rússia, oficializando e deturpando a realidade.

9/07/2004

À Margem Ambiental LXIX

Na próxima quinta-feira, dia 9 de Setembro, será feita a apresentação da série documental “Portugal – Um Retrato Ambiental” - da autoria de Luísa Schmidt, realização de Francisco Manso e guião de Luísa Schmidt, Luís Coelho e de, perdoem-me a imodéstia, de mim próprio -, a partir das 18.00 horas, no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva (Entrada de Grupos- Piso Térreo), no Parque das Nações.

O primeiro dos quatro episódios deste documentário, que retrata a situação ambiental em Portugal nas últimas décadas, será emitido na RTP 1 no dia 14 de Setembro (3ª feira), sendo os restantes apresentados nas três semanas seguintes.

9/06/2004

Farpas Verdes CXXI

O presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve queixa-se que os portugueses são tuistas que gastam pouco, que não procuram os restaurantes e que entopem os super e hipermercados para garantir as refeições.

Pessoalmente, a crise do turismo algarvio surpreende-me apenas por não ser mais catastrófica. Mas que o caminho está traçado parece-me mais que evidente. Nas últimas décadas, além da perda de qualidade ambiental e urbanística desta região, a irreponsável política de ordenamento urbano permitiu a proliferação em doses «pornográficas» da chamada segunda habitação. Ora, a segunda habitação massificada não somente diminui a atractibilidade turística de uma região - por diminuir a sua qualidade ambiental - retira potenciais turistas aos empreendimentos hoteleiros, quer porque os proprietários não necessitam de alojamentos, como podem mesmo «alugar» esses alojamentos em detrimento dos hotéis. Além disso, permitem que seja prescindível a utilização dos restaurantes da região, tanto mais que os preços praticados são exorbitantes.

Inversão para isto parece-me difícil, senão mesmo impossível. Já escrevi que o Algarve é um caso perdido. Chegou a um ponto em que não pode almejar a mais. Quanto muito pode-se limitar as perdas e almejar apenas a que não se piore mais a situação. E isso somente se conseguirá com uma espécie de moratória para não se construir mais.

9/05/2004

À Margem Ambiental LXVIII

Acabei de colocar, no Reportagens Ambientais, o artigo que saiu na revista Grande Reportagem de 28 de Agosto sobre o sistema de gestão, prevenção e combate aos incêndios florestais na Andaluzia e que faz uma comparação com a realidade portuguesa. O nosso país têm «heróis», os andaluzes têm floresta...

9/02/2004

Farpas Verdes CXX

O Governo acaba de prolongar o prazo de elaboração dos planos de ordenamento de algumas áreas protegidas que estavam em risco de serem desclassificadas. Este é um «dejá vu», uma vez que em 2002 também o então Governo de Durão Barroso prorrogou o prazo em dois anos. Esses dois anos, portanto, já passaram e aquilo que temos é menos uma centena de milhares de hectares de zonas (pseudo)protegidas que arderam este e no ano passado.

Sei que planos não fazem, em si mesmo, políticas. Mas são o primeiro e fundamental sinal que gizam as orientações políticas. Ora, sem sequer conseguir concluir um plano, o Governo (este e os anteriores) mostram o sentido da política de conservação da natureza: está parado!