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9/15/2009

Assim vai o jornalismo

Esta notícia do Correio da Manhã é antológica. Um incendiário que supostamente bebe «sete litros de vinho tinto por dia», causou em Belas «um dos piores incêndios deste ano». Se o dito fogo em Belas queimou menos de 1% do maior em fogo deste ano (Sabugal), este exagero do jornalista (a somar ao excesso de horas de duração, que ele diz ter sido de 96 horas, 4 dias!) leva-nos a desconfiar que afinal o incendiário bebia apenas um cálice de vinho do Porto... e se calhar branco.

9/02/2009

Sabugal

Já ultrapassámos a fasquia dos 50 mil hectares de área ardida este ano. O maior fogo do Sabugal, que foi extinto ontem, «limpou» 8.618 hectares, mais do que a superfície da cidade de Lisboa, de acordo com dados da União Europeia. Mas como é longe de Lisboa, não se passou nada.

7/18/2009

Crime, vão dizer eles

Na página da Autoridade Nacional de Protecção Civil aparece que às 19h11 de hoje a Polícia Judiciária está no local do incêndio no Seixal. Incêndio esse que começou ontem e reacendeu hoje. Não consta, note-se que a PJ esteve lá ontem. Portanto, das duas uma: ou a PJ vai lá contar carvão ou prepara-se a «tese do crime» para apagar o falhanço no combate (reacendimentos são sempre fogos mal apagados).

6/01/2009

O bode expiatório começa a nascer

A máquina de comunicação do Governo já está a arrepiar caminho. Temendo que este Verão não seja tão verdejante em matéria de incêndios florestais, já anda a fazer passar para a comunicação social um eventual bode expiatório: as eleições.

Hoje, numa notícia no Correio da Manhã - que, aliás, mostra que a desorganização de competências ainda campeia nos teatros de operações - apresentam-se algumas curiosas estatíticas. Diz-se que «entre 1980 e 2007 realizaram-se sete eleições autárquicas. E o número de fogos aumentou nesses períodos 6,68 por cento face à média de anos sem escrutínios. Em ano de Legislativas, verificou-se mais 16,8 % de área devastada. Perante estes dados, até o secretário de Estado das Florestas, Ascenso Simões, já admitiu: 'Vamos ter um Verão difícil' em matéria de incêndios florestais».

Ora, sem colocar aqui em causa o jornalista que escreveu esta notícia, a minha experiência induz-me a afirmar, com baixa probabilidade de erro, que quem fez estas contas foi o próprio Governo, que as transmitiu depois ao jornalista. Como quem diz: olhem, se as coisas correrem mal, a culpa é das eleições, a culpa dos incêndios é daqueles que estão contra o Governo. Aliás, pela análise que fiz e escrevi no livro Portugal: O Vermelho e o Negro, em 2006, é que sempre que os incêndios de Verão sucedem em épocas de eleições, surgem os governantes a fazerem incendiários brotarem que nem cogumelos.

Já agora, convém referir que os dois piores anos de incêndios - 2003, com cerca de 420 mil hectares, e 2005, com 350 mil hectares - não foram anos de eleições.

5/31/2009

Pontos de situações dos fogos

Desde que, há um par de anos, a Autoridade Nacional de Protecção Civil começou a divulgar online informações par-a-passo dos incêndios florestais, considerei que se tinha dado um passo importante na transparência. Porém, não poucas vezes, este tipo de informação acaba por afastar a comunicação dos locais. Os fogos são sempre iguais, por isso, poupam-se recursos.

Porém, também não poucas vezes, a qualidade das informações detalhadas acabam por ser enganadoras. Não falo apenas nos fogos que, embora circunscritos, teimam em manter-se acessos durante longas e longas horas - e o termo circunscrito deve considerar-se apenas para situações em que o fogo está garantidamente numa pequena área controlável em pouco tempo.

Outro engano - que se está a verificar agora com o fogo de Sever do Vouga, que agora, quase à meia noite está com uma «frente activa em local de difícil acesso aos meios de combate» - refere-se às constantes informações de que o combate está a evoluir favoravelmente. Significaria isto que se previa que o incêndio ficaria circunscrito e, portanto, extinto. Porém, nem sempre assim sucede. e portanto, das duas uma: se o combate numa determinada situação estava a evoluir favoravelmente e horas depois não se extinguiu, ou houve avaliação incorrecta - e portanto, o combate está a falhar - ou houve tentativa de não atrair os jornalistas para o local.

Combate 0-Fogo 1

Retirado do site da Autoridade Nacional de Protecção Civil, às 20:40, surge na cronologia do incêndio de Sever do Vouga, iniciado às 12:14, as seguintes informações:

31/5 14:37 Combate a evoluir favoravelmente.

31/5 18:02 Incêndio com duas frentes activas em Eucalipto e Pinhal. Vento fraco. Combate a decorrer favoravelmente..

De facto, o incêndio, como ainda está aceso, continua a evoluir favoravelmente. O combate, nem por isso. Já agora, convém relembrar que choveu em praticamente todo o país há cerca de uma semana.

4/02/2009

Isto promete...

Este secretário de Estado da Protecção Civil, promete. Diz ele ser normal haver incêndios em Março e fica todo satisfeito (afirma mesmo que demonstra que o «dispositivo foi eficaz») por «apenas» três incêndios em cerca de três dezenas terem demorado mais de 24 horas. Se no Verão essa estatística se mantiver vai ser uma catrástrofe, isso vos asseguro. Basta olhar para os anos mais calamitosos.

3/26/2009

Contabilidade

Começa «bem» esta época de incêndios inverno-primaveris. Segundo fonte segura, a fasquia dos 10 mil hectares já foi ultrapassada desde Janeiro, ou seja, já estamos muito próximos dos valores da área ardida em todo o ano passado.
Estes valores são, atenta a época do ano, bastante significativos, mas pouco ou nada indicam ainda sobre aquilo que virá a suceder ao longo de 2009. Mas pelos comentários e críticas que começam a surgir em redor dos meios de combate e da gestão florestal, teme-se o pior, se o São Pedro pelo quarto ano consecutivo não vier em nosso auxílio.

3/23/2009

A progredir favoravelmente...

... assim se escrevia no site da Autoridade Nacional de Protecção Civil a meio da tarde de ontem em relação ao incêndio no Parque Nacional da Peneda-Gerês, nas imediações da Mata de Albergaria. E assim tem sucedido: o incêndio continua a progredir com os favores de um país que apenas confia na sorte, na chuva que possa vir, na noite que pode arrefecer, no vento que pode parar. E às vezes isso não acontece. Já estou a ouvir as desculpas do costume quando, enfim, o fogo se extinguir por si: a culpa foi do vento, da falta de chuva; de tudo menos de uma área protegida desprotegida. Afinal, olhando as estatísticas, arderem as áreas protegidas arborizadas não é supresa; elas ardem mais do que as áreas não protegidas.

Nota: E agora reparei que está mais um no Parque Nacional do Gerês e outro no Parque Natural de Montesinho. E só agora a tarde começa.

8/07/2008

Até agora, tudo bem

A entrar na segunda semana de Agosto, o país não anda a arder. A prova de fogo, de que falava há umas semanas, está a ser ultrapassada com sucesso. No entanto, convém destacar dois aspectos essenciais para este sucesso e nem se refere à questão meteorológica.

Por um lado, as ignições estão anormalmente baixas. Raros têm sido os dias com mais de 100 ignições, mesmo em dias de algum calor, o que pode induzir a que se conclua estarem os portugueses, felizmente, a portarem-se bem, não cometendo actividades de risco. De facto, em anos anteriores, era quase incontornável que, em dias como os da última semana, tivessemos mais de 200 ou até mais de 300 ignições - embora, algumas fictícias.

Por outro, perante o reduzido número de ignições, o excessivo número de meios aéreos conseguem atenuar as deficiências do combate - que não muda de um ano para o outro - e a má gestão dos espaços florestais. Com efeito, ainda hoje, num incêndio em Oleiro - extinto em poucas horas - estiveram em acção 12-doze-12 meios aéreos (sete helicópteros e cinco aviões). Uma coisa inusitada, bastante onerosa e que poderá, aliás, ter um perigo subjacente. Tanto aptetrecho não é possível de usar se houver mais ignições e constitui um «convite» aquela pequena franja de pirómanos que gostam de ver as aeronaves a laborar. E, de facto, olhar 12-doze-12 aviões e helicópteros a deitar água num fogo deve ser um espectáculo lindo de se ver... mas não é a solução para proteger a floresta.

7/15/2008

Vem aí a prova de fogo

A verdadeira prova de fogo vai começar. Pela primeira vez, desde 2005, tivemos um período de duas semanas sem praticamente chover a que se sucede previsões de pelo menos uma semana inteira bem seca com temperaturas acima dos 30 graus em grande parte do território. Não se queixem com o tempo se as coisas correrem mal. Afinal, este é o típico Verão mediterrânico. Os Verões de 2006 e 2007 não o foram.

6/29/2008

Primeiros sinais

A procissão ainda nem sequer saiu do adro, mas apeteceu-lhe olhar já para os números da Fase Alfa e Bravo não para comparar áreas ardidas - nem faz qualquer sentido antes da época verdadeiramente estival - mas sim para confrontar índices de eficácia. Este sim, é um indicador importante tanto mais que havendo poucas ignições por aqui se pode ver como se pode comportar o sistema de combate na época em que existem maiores necessidade. E mais ainda sabendo que o Governo apostou, supostamente, no sistema de primeira intervenção.

Um dos indicadores com que se pode aferir esta eficácia é aquilo que denomino «índice de eficácia da primeira intervenção», que mede a percentagem de ignições que são extintas antes de ulktrapassarem um hectare (ou seja, de se tornarem incêndios). Este índice é fundamental, porque se um foco não é logo controlado tem grande chances de atingir maiores proporções. Portanto, quanto mais elevado em percentagem for o valor, melhor é a eficácia.

Ora, usando os valores disponíveis, os primeiros sinais deste ano não me parecem muito bons. Até Maio tivemos cerca de três mil ignições (valores semelhantes aos anos de 2003, 2004 e 2006, ligeiramente mais altos que 2007 e muito mais baixos que 2005). E por ano, para períodos homólogos, temos os seguintes índices de eficácia de primeira intervenção:

2008 - 73%
2007 - 85%
2006 - 82%
2005 - 75%
2004 - 77%
2003 - 79%

Ou seja, o presente ano está a apresentar os piores valores deste ano. Claro que é prematuro tirar ilações sobre a eficácia da fase Charlie, mas parece-me que existe aqui um motivo de preocupação, porque este indicador pode ser crucial em situações de grande seca estival e com um aumento do número diário de ignições.

Não se julgue que isto são pormenores. Se um ano tiver 20 mil ignições - um valor «habitual» -, teremos então 5.400 incêndios, se o índice for de 73%, o que é imenso. Se o índice fosse de 85%, como no ano passado, então seria expectável termos 3.000 incêndios para o mesmo número de ignições. Portanto, temos uma diferença de 200 incêndios por cada ponto percentual. Dá assim para ver, com estes exemplos, a importância da primeira intervenção no saldo final de um ano de fogos florestais.

Nota: Sobre estes números, o relatório da DGRF nada diz. Continua apostada sobretudo em analisar área ardidas e condições meteorológicas...

2/16/2008

Eu sou mais pelo São Tomé

Se o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, diz que o país está «preparado para combater» os incêndios florestais (vd. aqui), a gente deve acreditar? Não convém; convém sim conferir no Verão as palavras do minjistro, sobretudo se o São pedro não fizer os favores dos últimos dois anos.

1/29/2008

Bombeiros, sempre eles

Sobre a polémica da falta de assistência dos bombeiros de Alijó, somente tenho uma pequena questão a colocar: tendo este concelho do distrito de Vila Real menos de 15 mil habitantes e uma área inferior a 300 Km2 (cerca de três vezes o tamanho de Lisboa), por que razão se permitiu serem criadas seis-6-seis distintas corporações de bombeiros? Será para que nenhuma delas tenha bombeiros disponíveis 24 horas por dia?

Aliás, já no meu livro Portugal: O Vermelho e o Negro questionava a forma como territorialmente estão distribuídas as corporações de bombeiros. Aplicava-se aos incêndios, mas a tudo o resto. Eis um extracto:

Veja-se o caso de Alijó, no distrito de Vila Real. Ali existem seis corporações diferentes, apenas compreensível pelas lutas de influência e guerras de capelinhas, tão típicas do nosso Portugal. Por causa de seis corporações de bombeiros foi necessário construir seis quartéis e satisfazer as reivindicações para apetrechamento de material para todas num município com uma população que ronda apenas 14 mil habitantes. Neste caso, quando o Ministério da Administração Interna ou o município se preparam para apoiar, por exemplo, a Associação de Bombeiros Voluntários de Alijó, não se podem esquecer de auxiliar também, por óbvias razões, as outras do concelho: as Associações de Bombeiros Voluntários de Cheires, de Favaios, de Pinhão, de Sanfins do Douro e de São Mamede de Ribatua. Caso contrário haverá as habituais acusações de discriminação e, portanto, uma «guerra». O pior é que os resultados, com tudo isto, não têm sido muito satisfatórios: em 2000 e 2002, o concelho de Alijó surgiu no top 10 dos mais ardidos do país...

Ao invés, noutras regiões parece evidente a carência na distribuição territorial de meios operacionais. Por exemplo, 44 corporações têm jurisdição sobre mais de 50 mil hectares. Em nove superam-se os 100 mil hectares. Mesmo não havendo muitos fogos nestas regiões, quando um ocorre é sempre uma carga de trabalhos. Não é de admirar assim que na lista dos 50 concelhos com maior área por corporação de bombeiros, já quase todos tiveram incêndios com mais de mil hectares durante o último quinquénio. Em 20 destes municípios ultrapassaram-se mesmo os quatro mil – ou até mais de 10 mil –, com destaque para Odemira, Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Sertã, Almodôvar, Chamusca, Pombal, Abrantes e Loulé. E, claro, convém também referir Castro Marim – o único concelho ainda sem bombeiros – que em 2004 viu o fogo fazer desaparecer cerca de 4.400 hectares.

11/19/2007

Obrigado, santo xará

Se não fosse o São Pedro, os incêndios não terminavam. A chuvinha veio, finalmente, acabar com os incêndios deste ano. Ainda ontem houve mais uns quantos (centenas de fogachos e fogos, parece), uns dos quais com mais de 24 horas a lavrar. Para o ano há mais - e provavelmente pior, porque isso de haver Verões com chuva copiosa não dura sempre.

11/18/2007

Fogo para aquecer

Em Vila Real e em Viana do Castelo estavam, à meia-noite de hoje, 8 graus centígrados. Ou seja, um frio que já dá para rachar. Mesmo assim, três fogos encontravam-se activos há mais de seis horas nestes dois distritos. Fica aqui o registo para mostrar, à saciedade, que o fogo em Portugal prolonga-se em função da falta de chuva, não das temperaturas mais ou menos elevadas. 

11/08/2007

Chuva ou fogo, eis a questão!

Muita gente está surpreendida pela existência destes incêndios de Outono tardio, alguns dos quais estão a durar pela noite dentro. A questão é muito simples: falta a chuva.

No Verão deste ano, como no do ano passado, não ardeu muito porque anormalmente choveu. Este Outono arde (mesmo com temperaturas amenas, quanto muito primaveris, inferiores a 25 graus) porque anormalmente não chove há mais de duas semanas. Em conclusão: quando chove não arde, quando não chove arde. É este o linear fenómeno dos fogos em Portugal.

11/04/2007

Onde estão os bombeiros voluntários?

Os fogos tardios deste Outono estão a demonstrar sobretudo a falácia do voluntarismo das associações de bombeiros. Terminados os apoios financeiros do Estado para contratação de bombeiros (ou seja, profissionais), poucos são os bombeiros voluntários - do universo dos tais que são 40 mil - que se deslocam para apagar um incêndio.

Vejamos, em concreto: no momento em que escrevo (18:00 horas) estão quatro incêndios não circunscritos, a saber

  • Arcos de Valdevez, que começou às 8:20 horas e tem apenas 15 combatentes
  • Montalegre, que começou às 13:02 horas e tem apenas 15 bombeiros, mas segundo indicações da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) alguns são do ICNB, pois está a lavrar em zona do Parque Nacional da Peneda-Gerês
  • Vinhais, que começou às 16:32 horas e que, segundo a ANPC, estão 13 combatentes a caminho (mais de uma hora a lá chegar)
  • Ponte da Barca, que começou às 17:07 horas e tem 6 combatentes.

É certo que estando as temperaturas baixas e a humidade relativa elevada, estes incêndios podem não causar grandes estragos, mas acabam por mostrar que o sistema de voluntariado não existe e apenas está travestido durante o Verão porque os voluntários são pagos. E, portanto, mais uma razão para que sejam profissionalizados e responsabilizados.

8/16/2007

Bombeiros de betão

O novo Regime Jurídico das Associações Humanitárias de Bombeiros permitem que as organizações de bombeiros possam desenvolver outras actividades, nomeadamente de cariz económico, desde que apliquem as receitas no seu objectivo primordial: o seu corpo de bombeiros.

Como eu só vejo uma forma fácil de desenvolver actividades de cariz económico que seja fácil e que, dentro do contexto local em que os bombeiros são sempre muito acarinhados pelas autarquia, já imagino a quantidade de projectos imobiliários que vão começar a surgir um pouco por todo o lado, patrocinadas pelas associações de bombeiros. Vão ver se me engano...

6/03/2007

Os bombeiros - a velha questão que se renova

Começa a aparecer mais do que evidente que o actual Governo está numa campanha para profissionalizar e controlar os serviços até agora executados pelas corporações de bombeiros voluntários. Começou no ano passado com os incêndios, estende-se agora à emergência pré-hospitalar.

Esta medida governamental é, talvez, das poucas que merece a minha inteira aprovação, porque defendo que a profissionalização será a forma mais eficaz e até barata de melhorar a eficácia e evitar esquemas pouco transparentes.

Não está aqui, obviamente, em causa a abnegação dos bombeiros voluntários, mas sim, como defendo, a necessidade de se criar uma estrutura com bombeiros (podendo-se aproveitar mesmo muitos dos voluntários... profissionalizando-os) que estejam bem equipados, bem treinados, com disponibilidade assegurados e... obviamente, imputáveis.

Dir-se-á: bom, isso pode ser feito com as actuais corporações. Na prática, sim - e até já funciona parcialmente. Grande parte - se não quase a totalidade - dos serviços prestados pelas corporações de bombeiros voluntários é feito á base (ou exclusivamente) de profissionais. Porém, terá sempre uma grande desvantagem. O Estado não controla os gastos e nunca pode responsabilizar ninguém. Criando uma estrutura autónoma, de raíz - em suma, causando uma revolução (porque isto jánão vai com reformas).

Ora, é isto que a Liga dos Bombeiros Portugueses mais receia, daí as reacções que começam a mostrar (vd., p. ex., aqui). Veremos se o Governo terá coragem para concretizar esta questão que é essencial para o país.