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3/25/2009

Filhaputice

Vale a pena ler o comentário de Pedro Garcias, do jornal Público, sobre o encerramento pela calada da noite da linha do Corgo e os expedientes usados (vd. aqui). Mais uma machadada no caminho-de-ferro num país enxameado de auto-estradas e quer quer construir um TGV condenado à nascença a ser um elefante branco.

4/28/2008

A multa mais estúpida do Mundo

Eu não sigo o coro de críticas que, por tudo e por nada, surgem à ASAE. Mas, convenhamos, atinge-se o cume da estupidez e da cegueira multar em sete mil euros a Junta de Freguesia da Ericeira por usar óleos reciclados nos camiões de recolha de lixo apenas porque é impossível legalizar a produção de biodiesel por estar (o que é também estúpido) esgotada a quota definida pelo Governo (vd. aqui notícia do Público)

4/17/2008

Ideias obtusas

O presidente da autarquia de Lisboa, António Costa, lançou a ideia de desafectar a Gare de Santa Apolónia por causa da remodelação da Gare do Oriente por via do projecto do TGV. Só mais adiante, na notícia do Público, qual a verdadeira vantagem que António Costa vê numa coisa destas: «a libertação do canal ferroviário de Santa Apolónia é grande oportunidade para sanear finanças das empresas ferroviárias [Refer] e dar um uso eficiente ao edifício da actual estação».

Ora aí está: o Estado gasta montanhas de dinheiro para finalmente ter os sistmas de transporte ao centro de Lisboa ligadas por metropolitano (Cais do Sodré, Rossio, Terreiro do Paço e Santa Apolónia), tem todo o interesse que a os comboios da Linha do Norte e os regionais cheguem a Santa Apolónia (que é muito mais central, sobretudo agora com o metropolitano) e depois vai de se desactivar o canal ferroviário de Santa Apolónia só porque assim se libertam terrenos - para mais construção claro - e sanear as finanças da Refer. Saneam-se as finanças, urbaniza-se mais e borrifa-se na qualidade e na eficiência dos transportes públicos. Genial, meu caro Costa!

8/09/2007

A CP no seu pior

Decididamente, a CP não tem jeito nenhum para gerir os caminhos de ferro em Portugal. No passado sábado, desejava ir de comboio para o Algarve. Seria, da minha parte, uma escolha ecológica, uma vez que para o serviço que me estava destinado tinha deslocação no Algarve e, de regresso para Lisboa, viria de boleia.

Porém, quando cheguei à estação de Entrecampos, às 10 da manhã, fui surpreendido com o facto de todos os lugares do Intercidades das 10:30 horas estarem esgotados desde as 7 horas da manhã. Na altura em que estava na fila, muitos foram os potenciais viajantes que bateram com o «nariz na porta».

A «coisa» não me transtornou em demasia - apenas perdi tempo -, pois optei por ir no meu carro particular, sendo que os gastos me serão ressarcidos.

Mas, porém, umas questões me assolam: será que a CP não consegue reforçar a oferta para um fim-de-semana de Agosto numa linha que quase não tem movimentação. Ou será que interessa aos senhores da CP não terem trabalho algum e inconfessadamente anseiam que todos os seus clientes fujam dos seus serviços?

Por mim, vos digo: começo a ficar farto da CP...

7/26/2007

Depois queixem-se

A viagem de Grândola para Lisboa deveria ser feita a partir das 21:22 horas. Não foi: o comboio intercidades chegou mais de 40 minutos atrasado. A viagem custou 10,50 euros, um valor que me parece excessivo para menos de 150 quilómetros, mas pronto até se concede. O que já é inconcebível é que chegado a Lisboa, o comboio passa por Sete Rios e pára em Entrecampos. E aí fico a saber que já não há metropolitano disponível para ir para o centro da cidade, por via das obras que, durante seis meses (previsão) se desenrolam à noite naquela estação. Ou seja, se parasse em Sete Rios, os passageiros da CP teriam acesso a metropolitano. Mas os senhores da CP, Refer e Metropolitano não devem saber os respectivos números de telefone para combinar estas coisas.

Pior ainda é que, querendo reclamar - com uma sugestão - não consegui fazê-lo. Na estação de Entrecampos somente estavam dois funcionários de uma empresa de segurança. Funcionários da Refer e da CP nem vê-los, estava tudo fechado e, portanto, sem acesso ao livro de reclamações. Somente estava aberto o guichet da Fertagus (empresa privada), mas esses não eram chamados ao assunto. Resultado de tudo isto: arrelias e uma viagem que demoraria de carro cerca de uma hora e meia acabou por consumir cerca de três horas, já que tive de ir a pé até à estação de metro do Areeiro.

Os funcionários da empresa de segurança sugeriram-me que voltasse no dia seguinte para fazer a reclamação. Eu vou é ver se evito andar mais de comboio nestas circunstâncias, por muito que a minha consciência ambiental me critique.