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7/04/2009

Com que então, a tirar a água do capote...

O Público está a tentar desresponsabilizar-se por ter, inadvertidamente, causado a demissão de Manuel Pinho, que tão-só fez os chifres para avisar que hoje seria publicado no suplemento Fugas uma reportagem sobre touros em Navarra, conforme eu defendi no post anterior.

Uma evidência disto é esta notícia no Público Online, que termina assim: «Entretanto, já circula nos locais de encontro de alentejanos uma explicação para a mímica que colocou Pinho fora do Governo. Diz-se que o gesto do ex-governante foi apenas e tão-só um convite a Bernardino Soares para que os dois fossem beber um café a Barrancos». Para mim, insisto, essa do cafézinho em Barrancos não pega (de caras); o que estava em causa era mesmo a reportagem dos touros de Navarra, donde se conclui que se o Público deixasse Navarra e os touros em paz, Pinho ainda continuaria ministro.

7/03/2009

A culpa é do Público


Foi precipitada, na minha opinião, a demissão de Manuel Pinho. Afinal, como se pode ver aqui na imagem em anexo, o ex-ministro da Economia somente explicava ao líder parlamentar do PCP que no próximo sábado o suplemento Fugas do Público trará uma reportagem sobre touros em Navarra...

4/19/2009

Corrupção com imposto

Depois de ver e ouvir a gravação transmitida pela TVI, em que Charles Smith fala como (supostamente) se pagaram as luvas para a aprovação do Freeport, fiquei a saber que em Portugal, um país tão sério, até a corrupção paga IRC.

2/28/2009

Apagão socialista

É por isto que se torna necessário construir mais barragens, construir mais parques eólicos, construir mais centrais térmicas, quiçá construir mais centrais nucleares.

2/01/2009

Choque tecnológico

Com tantos e-mails em torno da eventual corrupção no caso Freeport, só há uma certeza: o Magalhães está inocente.

2/19/2008

Boicote já

Como a Porsche está a ameaçar levar a autarquia de Londres a tribunal por esta pretender aumentar o preço das portagens aos automóveis de maiores emissões de dióxido de carbono (vd. aqui), apelo aqui a um boicote generalizado à compra de veículos desta marca. Prevejo uma adesão maciça.

12/05/2007

Sugestão ao Ministério do Ambiente

Que tal começar a aplicar um imposto sobre o dióxido de carbono que emitimos dos nossos pulmões? Podia servir para financiar, digamos por exemplo, o Instituto da Água...

9/24/2007

Enfim...

Estou à espera que o Engenheiro José Sócrates crie a loja do cidadão de quinquagésima sétima geração com o balcão «Perdi a paciência»...

7/17/2007

Cruzes canhoto

O meu amigo Fernando Moital foi, na passada semana, visitar o Parque Natural da Ria Formosa. Ficou chocado, porque formosura havia pouca. Das várias fotos que registam a sua passagem por aquele antro natural, salvo seja, que aqui podem ser visualizadas, uma se destaca - e que em cima apresento -, tirada a uma parede do centro de interpretação ambiental.

Quando a olhei para a foto, recordei-me da descrição de um incêndio em 1750 no Hospital de Todos-os-Santos, em Lisboa. Então, muitos padres, em vez de tentarem arranjar água ou qualquer outro meio de extinção, usaram cruzes para afugentar as chamas. Logo pensei, portanto que aquele objecto que ali surge pendurado por debaixo da tabuleta «Uso Exclusivo Combate a Fogo» era um crucifixo que não deveria ser usado nunca em funções religiosas, mas sim no ataque aos incêndios. Depois, ele explicou-me: aquilo servia para prender um extintor, que não estava lá...

6/29/2007

O respeitinho no país cinzentão

O ministro da Saúde, numa entrevista, terá dito que nunca entrara num Serviço de Atendimento Permanente (SAP) - pressuponho que na qualidade de utente. Um médico de Vieira do Minho fez uma fotocópia da dita entrevista, acrescentou um "Façam como o ministro, não venham ao SAP" e afixou-a no centro de saúde. Para mim, isto é ironia refinada, acho piada, mesmo se com crítica, mesmo se num local como um centro de saúde.

Ora, parece que alguém não gostou, escreveu no livro de reclamações, esta chegou ao ministro e a directora do centro de saúde foi exonerada, mesmo se o tal médico confessou a autoria.

Este - mais um - episódio revela apenas que o país sisudo e controleiro está outra vez aí. Durante séculos tivemos a Inquisição, onde qualquer laivo de humor poderia levar à fogueira. Depois tivemos o Estado Novo onde o respeitinho era muito lindo e quem saísse da linha seguia com os costados para a choldra. Agora, como somos uma democracia, exoneram-se as pessoas ou marginalizam-se profissionalmente. Os métodos podem agora ser mais brandos, mas nisto vai resultar a mesma coisa: um povo (cada vez mais) cinzentão.

P.S. E se os contornos deste episódio, contado hoje no DN, tiverem sido mesmo estes, a coisa ainda é pior.

6/23/2007

Um rato especial

Será, pelos teasers que se podem ver no Youtube, um delicioso filme de animação da Pixar, que está a estrear nos Estados Unidos e que, espero, venha rapidamente para Portugal. Chama-se Ratatouille e aborda a vida de um rato parisiense que é louco por comida de verdadeiros restaurantes de luxo frequentados por pessoas. E, ah, excelente cozinheiro...

5/31/2007

Exijo rigor!

Este nosso Governo começou a habituar-nos a divulgar informação até à centésima. Sobre isto já escrevi aqui (sobre um Orçamento Rectificativo e um contrato para meios aéreos de combate aos fogos) e aqui (sobre uma greve em Novembro do ano passado).

Como ontem os valores da adesão á greve foram, de novo, até às centésimas (13,77%), acho que é altura do Governo se esforçar mais e indicar-nos os números até à milésima.

Ah, e já agora, que também não deixem que as empreitadas de obras públicas excedam os valores da adjudicação...

5/30/2007

LOL

A entrevista de ontem no DN (vd. aqui) a Ricardo Araújo Pereira, sobre a polemicazinha (parva e sem sentido) do genérico do Diz que é uma espécie de magazine, foi titulada com um «A música está isenta de direitos de autor», mas, na verdade, a jornalista devia ter usado o título «Como o DN foi gozado até ao tutano». Imperdível. Em todo o caso, os meus agradecimentos ao DN pela coragem de editar a entrevista: foi um bom momento de humor...

5/29/2007

Os galegos são mesmo burros

Como se sabe, o projecto PIN da Pescanova «repescado» para a Praia de Mira foi, anteriormente, recusado pelas autoridades da Galiza por, o sítio que então proposto, se localizar em sítio da Rede Natura. Ou seja, numa zona de protecção como a das dunas de Mira.

Pois agora que o estudo de impacte ambiental está concluído, em tempo recorde, fica-se a saber que as autoridades galegas são «burrinhas» por terem desaproveitado um projecto que não tem quaisquer impactes ambientais. De facto, segundo a notícia da Lusa (vd. aqui), o estudo de impacto ambiental (EIA) concluiu que «os impactes sobre a flora e habitats classificados apresentam uma escala reduzida» e que, apesar da localização se situar no perímetro florestal das Dunas de Mira, integradas em Reserva Ecológica Nacional (REN), e pertencer ao Sítio de Interesse Comunitário da Rede Natura, «uma ínfima parte será ocupada», correspondendo aproximadamente a um por cento do Sítio.

Depois, para minimizar os impactes (ínfimos, portanto), o EIA sustenta que a construção terá de passar por um processo de desafectação do terreno da Reserva Ecológica Nacional e recomenda apenas o controlo rigoroso da instalação das tubagens dos emissários, evitando derrames ou descargas e a monitorização da zona de influência de descarga do emissário submarino.

Ah, galegos, aprendam connosco. Quais impactes, quais carapuças. Ouçam antes o som melodioso das harpas que enganam o pagode...

5/20/2007

Despeçam os Gato Fedorento, pf

Ontem o Público noticiou (vd. aqui) que um professor de Inglês, que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte, foi suspenso de funções por ter feito um comentário – que a directora regional, Margarida Moreira, apelidou de insulto – à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates.

Ora, eu penso que o director de programas da RTP é incompetente, por falta de zelo, pois já deveria ter, obviamente, demitido os senhores que gozam, de forma impune, com Sua Excelência o Senhor Primeiro-Ministro da República Portuguesa, como aqui em baixo se mostra...