4/10/2010
Quando os lobos uivam...
3/22/2010
Ciclo de debates ENERGIA E AMBIENTE na livraria Almedina do Atrium Saldanha
A primeira sessão realiza-se já na terça-feira, dia 23 de Março, pelas 19:00 horas, subordinada ao tema «A CONFERÊNCIA DE COPENHAGA E O CLIMATEGATE», com a presença de João Corte Real (Universidade de Évora) e Virgílio de Azevedo (jornal Expresso), e com moderação de José Delgado Domingos (Presidente da Lisboa E-Nova e professor catedrático jubilado do Instituto Superior Técnico).
Nesta sessão serão apresentados e discutidos os argumentos científicos emredor do aquecimento global por um reconhecido e prestigiado climatologista internacional. E será debatido o papel da ComunicaçãoSocial na formação da opinião pública, através de um jornalista experiente que assistiu à Conferencia de Copenhaga.
Consulte o programa completo está aqui.
12/11/2009
É só fumaça
10/23/2009
Under profile
8/21/2009
Para que servem os avisos, afinal?
7/14/2009
Ricochete
Nota: Entretanto, segundo se diz aqui, já se faz uma colecta para pagar a multa do senhor presidente da autarquia de Viseu, «ameaçando-se» que será através de moedas de um cêntimo. Patetices.
6/22/2009
O ministro e a baleia
Ora, parece-me que a melhor e principal medida de conservação dos grandes cetáceos é exactamente não os caçar. E depois mostrar e demonstrar que as eventuais valias económicas da exploração turística são maiores do que a exploração que implica o abate. E isto já sem falar nas questões de conservação das espécies e das questões éticas de abater espécies consideradas inteligentes. Mas isto era pedir muito ao ministro do Ambiente português que não gosta de levantar ondas, paninhos quentes para aqui e para acolá, amanhando compatibilidadezinhas bonitas para agradar a gregos e troianos. Enfim, só consegue ser uma coisa: mau ministro do Ambiente.
6/19/2009
O cerco
Caciquismo, clientelismo e a lentidão da justiça
5/22/2009
Os acasos
5/11/2009
Não quero ouvir mais
4/30/2009
Ah, grande Sócrates
4/28/2009
Lembrete em relação ao Freeport II
Terminou a 9 de Abril o estudo de impacte ambiental de um projecto comercial, turístico e lúdico que cheira a Freeport. No concelho de Vila Franca de Xira, na margem oposta à cidade, nas antigas instalações agrícolas do Cabo da Lezíria, junto à ponte Marechal Carmona, em terrenos estatais da Companhia das Lezírias, uma empresa privada – à frente da qual se encontra Carlos Bexiga, um antigo director-geral financeiro do Partido Socialista – quer investir cerca de 12 milhões de euros para construir um parque temático de agricultura, touros e cavalos. Contudo, sob a capa disto, estamos perante 22 hectares que terão «áreas comerciais, três restaurantes, um hotel com 45 quartos, arena, centro equestre, um pavilhão polivalente, jogos de água, jardins e zonas de sequeiro, entre outros equipamentos».
3/30/2009
Conferência internacional Media e Ambiente - entrada livre com inscrição prévia
Como promover uma adequada articulação entre os diferentes agentes envolvidos na cobertura mediática das questões ambientais? Como lida a comunicação social com as controvérsias científicas? Que medidas económicas, políticas, jurídicas e culturais contribuem para melhorar a cobertura dos problemas ambientais? Que agenda pode orientar a relação entre os media e ambiente?
De entre os oradores e participantes – oriundos de Portugal, Reino Unido, Irlanda, Bélgica, Estados Unidos, Alemanha, França e Hungria –, destaca-se a presença de Jacqueline McGlade (directora executiva da Agência Europeia do Ambiente), que apresentará capítulos inéditos do relatório «Late Lessons»; de Robert Cox (conceituado professor da Universidade da Carolina do Norte e presidente do Sierra Club, uma das mais antigas organizações ambientalistas dos Estados Unidos, com 1,3 milhões de membros) e de Christian Vélot, investigador da Universidade Paris-Sud que em 2007 foi sujeito a um corte de financiamento para continuar as suas pesquisas independentes sobre os efeitos dos transgénicos (OGM). Presentes estarão também jornalistas de vários países, entre os quais actuais ou antigos editores e correspondentes da área do ambiente de conceituadas órgãos de comunicação social, designadamente BBC, Independent e Guardian.
- A Conferência terá tradução simultânea inglês-português
- Durante a conferência serão distribuídos os últimos relatórios da Agência Europeia do Ambiente sobre água e transportes
- A participação no workshop é livre, mas necessita de inscrição prévia
3/19/2009
Areia para os olhos ou a reivenção da roda
Tretas, caros amigos. Porque não só o regulamento aprovado hoje em Conselho de Ministros terá a sua «excepçãozinha» - que facilmente se transforma em regra se houver os «empenhos» necessários - como também é, aliás, uma reivenção da roda. Desde que Ribeiro Telles criou a REN e a RAN, nos idos anos 80, em teoria não seria possível transformar o barato solo rural em caro solo urbano. Mas os Governos seguintes trataram de arranjar excepções e a serem permissivos (eufemismo!) com os planos directores municipais. E deu no que deu: na mais pura especulação, onde se enriquece de um dia para o outro.
3/13/2009
Olhem, temos outro Freeport! (com adenda)
Ora, pasmado com isto, e pelo que conheço da zona, fui ver o estudo de impacte ambiental que está em consulta pública até 8 de Abril (vd. aqui). E eis que a zona onde se pretende instalar o projecto, com um total de 22 hectares, integra a Rede Natura, é Reserva Ecológica Nacional, Reserva Agrícola Nacional e tem franjas do Domínio Público Hídrico. Ou seja, melhor zona para proibir qualquer construção - e ainda mais numa fase em que tanto precisamos de agricultura para atravessar melhor a crise - não se deve encontrar.
Porém, a Companhia das Lezíria já fez um acordo - cujos contornos desconheço - com uma entidade privada para lhe ceder estes terrenos agrícolas, que são públicos. E mais ainda: se este acordo existe, feito por uma entidade pública, por certo já existirão garantias de que haja «luz verde» para aprovação do estudo de impacte ambiental. Em suma, este caso afigura-se-me ainda mais escandaloso, caso seja aprovado, do que o Freeport. E não me venham dizer que não existe dinheiro misturado nisto.
Nota: Sempre que me recordo do silêncio de João Ferrão, secretário de Estado do Ordenamento do Território, em torno destes atropelos aos mais elementares princípios do ordenamento do território imagino também o que pensará disto o Dr. João Ferrão, investigador do Instituto de Ciências Sociais, que há uns anos era uma das mais conceituadas personalidades em ordenamento do território.
Adenda: Numa pesquisa breve, descobri que este projecto já teve «aprovação» na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ao ser votado como de interesse público em reunião realizada em 13 de Setembro de 2006. Ver aqui, na página 2.
2/21/2009
Ou seja, faça-se tudo
2/18/2009
Quando é que isto acaba?
Pessoalmente, esta convivência de avanços e recuos, com as autoridades judiciais a darem uma no cravo e outra na ferradura, pode ser convivial, mas é tudo menos normal. Eu recordo-me que logo no final de 1995, quando então secretário de Estado do Ambiente, José Sócrates, decidiu abandonar a incineração dedicada e optar pela co-incineração pelas cimenteiras, esta solução foi justificada por, em parte, ser um processo que avançaria mais rapidamente. Tem-se visto...
2/16/2009
Vale da Rosa n'O Estrago da Nação, já em 2003
Por mim, já em 2003, no livro O Estrago da Nação, na página 243, falava neste caso, conforme o extracto que aqui reproduzo.
«(...) mesmo com a nova lei [de protecção dos sobreiros e azinheiras, aprovada em 2001, no Governo de António Guterres], a especulação imobiliária e as pressões sobre os montados não se reduziram muito. Um caso paradigmático passa-se no concelho de Setúbal onde promotores imobiliários e autarquia deram as mãos para conseguirem que os Ministérios da Agricultura e do Ambiente lhes autorizassem o corte de sete centenas de sobreiros para a expansão urbanística da cidade. Foi a primeira vez que tal aconteceu para um projecto privado. Para conseguirem isso, os promotores prometeram construir um complexo desportivo e vai daí considerou-se que o projecto era todo de interesse público. E o mais grave é que este estratagema pode criar um precedente gravíssimo. Vários são os projectos em carteira que aguardam igual benesse estatal. Quando a lei foi aprovada em 2001, o então secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Vitor Barros, garantia que não seriam concedidas declarações de interesse público a projectos imobiliários privados. Viu-se!»
2/13/2009
Memória de elefante
Mas o aspecto interessante, ironicamente relevante, nas declarações de Sócrates, como justificativas de ter demitido Marques por não cumprir «orientações superiormente fixadas», surge quando defende(ia) «não abdicar do direito de agir mais de perto em relação a determinados projectos». Convém destacar que, nesse caso, Sócrates demitiu (e bem) Marques por aquele ter autorizado construções em no Parque Natural de Sintra-Cascais, um área protegida que integra a Rede Natura - aliás, tal como a ZPE do Estuário do Tejo.
A notícia integral segue aqui em baixo.
Ex-vice do ICN processa Sócrates
Expresso, 10/6/2000, Pedro Almeida Vieira
O EX-VICE-PRESIDENTE do Instituto de Conservação da Natureza (ICN), José Manuel Marques, vai processar o ministro do Ambiente, José Sócrates, por difamação, com base nos motivos invocados pelo governante no despacho de exoneração. Além disso, o gabinete de advogados de Rui Machete - antigo ministro da Justiça e da Defesa do Bloco Central, que defenderá José Manuel Marques - apresentou já no Tribunal Administrativo um pedido de impugnação do despacho de Sócrates, por a demissão não ter sido precedida de processo disciplinar.
A exoneração de José Manuel Marques - militante do PS que acumulava também funções de membro da comissão directiva do Parque Natural de Sintra-Cascais (PNSC) - deveu-se, segundo nota do Ministério, ao «incumprimento das orientações do Governo no sentido da não aprovação da tipologia do aldeamento turístico do Abano, sem que fosse verificada a sua compatibilidade com a localização aprovada». No despacho de exoneração, Sócrates diz que o então vice-presidente do ICN «revelou, ao longo da vigência do actual Governo, não possuir o perfil adequado ao exercício das funções (...) e à execução das orientações superiormente fixadas». Por outro lado, salienta também que foram praticados «actos em sentido contrário às orientações e instruções emitidas pelo Governo» no caso do aldeamento do Abano.
O ex-vice do ICN - que «arrastou» na demissão o director do PNSC, João Alves - acusa o Ministério de ter dado ordens ilegais, que não poderiam ser cumpridas, e diz-se «crucificado na fogueira da vaidade do ministro». José Sócrates não comenta estas acusações, defendendo «não abdicar do direito de agir mais de perto em relação a determinados projectos». «Esta medida torna claro que a defesa dos valores ambientais nas áreas protegidas é para levar a sério», sustenta.