ESTRAGO DA NAÇÃO

6/10/2004

Farpas Verdes LXXXI

No passado dia 20 de Maio, o trânsito da Bica e de Santa Catarina ficou condicionado. Como tive oportunidade de aqui referir, tinha bastante receio naquilo que esta decisão poderia implicar, uma vez que, face aos elementos que a EMEL (não) não fornecia, temia que a «migração» de automóveis que estacionavam caoticamente dentro destas zonas tornasse problemático o estacionamento nas áreas limítrofes mesmo para os residentes.

Além disso, a EMEL nunca dizia quantos lugares de estacionamento passariam a existir na zona condicionada,m não sabia dizer quantos veículos de residentes existiam e propounha que quem quisesse ter acesso, sendo residente, à zona condicionada não poderia ter estacionamento gratuito fora dessa área quase não conseguisse lugar (entretanto, eliminou esta limitação).

Ora, o que aconteceu? Bem, um sucesso! Nas últimas semanas tenho encontrado quase sempre estacionamento na área condicionada, sobretudo durante o dia. Ou seja, eu estava enganado e a EMEL tinha razão, dirão muitos. Não é bem assim. Se a EMEL tivesse feito o trabalho de casa bem feito, talvez pudesse ter evitado a contestação generalizada que se assistiu às audiências públicas que foram realizadas. Teria praticamente toda a população destes dois bairros a apoiá-los. É certo que, afinal, as coisas ficaram muitíssimo melhores - as ruas estão irreconhecíveis -, mas ninguém acredite que a EMEL sabia que o resultado seria este. Eu, por mim, acho que não tenho de aplaudir uma iniciativa em que a EMEL acertou, mas que foi feita às cegas.

P.S. Aliás, é curioso reparar que os residentes destas zonas receberam, entretanto, uma carta sobre as novas regras (e com blá blá sobre as vantagens da «coisa»), não do presidemte da EMEL - que é quem fez as obras -, mas sim do presidente da autarquia. A carta foi enviada mais de duas semanas depois do tráfego ser condicionado. Ou seja, depois de se saber que, afinal (uf, uf, uf...), tudo tinha corrido bem. E se corresse mal, seria o presidente da autarquia a escrever aquela carta?

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