ESTRAGO DA NAÇÃO

6/22/2004

Farpas Verdes LXXXVIII

Um mês após o condicionamento do tráfego na zona de Santa Catarina e da Bica, em Lisboa, o caos retornou. Na véspera da inauguração, houve um Polícia Municipal que me ameaçou de rebocar o carro - que estava bem estacionado - porque a autarquia desejava ter espaço livre para a festarola.

Agora, que a festa já passou, o caos regressa. Mas não da parte dos carros exteriores, mas dos residentes. Mesmo que haja lugares livres na zona de estacionamento gratuito, vêem-se automóveis em cima do passeio, porque as pessoas querem ficar com o pópó à frente da porta.

Hoje, saio de casa e ando 300 metros até ao meu carro que estava estacionado junto ao Jardim do Adamastor. Nesse percurso conto os carros mal estacionados: 19. Conto os lugares livres em área da EMEL: 4. Pergunto ao Polícia Municipal por que não existe fiscalização? Remete-me para a PSP. Passo entretanto pelo funcionário da EMEL que dá uma explicação sem sentido do género "dantes isto era pior". Vou à PSP e lá consigo chegar à fala com um graduado que diz ser este um problema de educação. E temos de esparar quantos anos por essa educação, pergunto-lhe? Não seria melhor que houvesse algum cacete pelo meio para quem não quer aprender? Acaba por me prometer que vão passar a patrulhar. Veremos...

Em suma, tanta pompa e afinal as coisas estão quase na mesma. Somente numa rua - na Travessa do Alcaide - é visível o desaparecimento de carros. Por sinal, é a rua que está mais visível a partir do exterior. É o que se chama medidas de fachada.

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