ESTRAGO DA NAÇÃO

11/10/2006

Nem bons ventos, nem bons casamentos, nem boa água

Por falar em Espanha no post anterior, porventura se Portugal fosse uma comunidade autonómica espanhola não teríamos, por certo, inundações tão gravosas na bacia do Tejo. Apesar do convénio luso-espanhol dos rios internacionais prever que os dois países cooperem no sentido de gerirem as barragens para suportar enxurradas, foi por mais evidente que Espanha se esteve borrifando para nós durante a última semana.

Com efeito, apesar das barragens espanholas do Tejo estarem a cerca de metade da sua capacidade de armazenamento - sobretudo a gigante Alcântara -, só na segunda-feira passada (de acordo com o boletim hidrológico espanhol), foi descarregada pela barragem de Cedillo (na fronteira espanhola) mais de 1.200 metros cúbicos por segundo. Isto é muita água: contas feitas, dá mais de 100 hectómetros cúbicos, mais de 10% da nossa albufeira de Castelo de Bode. Como as nossas barragens no Tejo não suportam levar com tanta água em tão pouco tempo, toca a inundar tudo...

Aliás, o convénio luso-espanhol é uma autêntica anedota, por culpa dos portugueses. Quando não chove, Portugal não consegue que Espanha abra as torneiras das barragens; quando chove, não consegue que Espanha as feche...

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