ESTRAGO DA NAÇÃO

4/12/2004

Farpas Verdes LXI

A criação do Parque Natural do Tejo Internacional foi uma promessa eleitoral do Partido Socialista em 1995. Acabou por ser criado apenas em 2000, mas apenas no papel. Actualmente, esta área protegida não tem plano de ordenamento, quase não tem técnicos, apenas possui dois vigilantes da natureza para uma superfície de quase 28 mil hectares.

Hoje, o ministro do Ambiente, Amílcar Theias, numa serôdia tentativa de mostrar serviço, veio anunciar, durante mais uma etapa da Presidência Aberta do Ambiente, a aprovação de candidaturas no valor de 5 milhões de euros, mebora inclua a construção de acessos rodoviários nos concelhos que integram esta área (des)protegida. Não consigo saber os montantes que serão destinados a conservação pura, mas deve ser uma ínfima parte doas tais 5 milhões de euros.

Felizmente, nem todos (ou se calhar quase ninguém) caem neste embuste. O presidente Jorge Sampaio chegou a ironizar com este anúncio, afirmando que «não posso dar a volta a Portugal sempre a 200 quilómetros à hora, dia e noite, porque tenho a impressão que, se desse, as candidaturas iam sendo aprovadas com mais velocidade».

É esta, infelizmente, a triste realidade do país. Apenas se anuncia (o que nem sempre significa que depois se faça) quando os holofotes da imprensa se acendem. Mas ainda bem que, por vezes, o tiro lhes sai pela culatra. Parabéns, senhor Presidente, pela sibilina chamada de atenção.

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