ESTRAGO DA NAÇÃO

3/13/2004

Farpas Verdes XLV

Estando a fazer zapping na televisão, deparei com um debate no Canal Parlamento em que o secretário de Estado do Ambiente, José Eduardo Martins, respondia a questões levantadas pela oposição sobre a CRIL. Além da fraqueza de argumentos da oposição - a deputada Isabel Castro continua, tantos anos depois, continua com um discurso indecífrável -, assisti aos habituais trocas de piorpos ocos e bacocos entre os parlamentares e a algumas tiradas de José Eduardo Martins que não conseguiu explicar por que carga de água não chumbou o estudo de impacte ambiental desta estrada.

José Eduardo Martins diz que fez a declaração de impacte ambiental no pressuposto de que o Instituto de Estradas de Portugal lhe iria entregar um novo projecto com as alterações exigidas - que não disse quais - dentro de seis meses. Mas se assim é, nesse caso já o Ministério do Ambiente não terá qualquer palavra a dizer.

No entanto, o que mais me chocou foi a reacção do secretário de Estado e de dois deputados do PSD e PP perante um caso apresentada pelos Verdes face à poluição provocada por uma indústria madeireira numa aldeia, que julgo ser do concelho de Coruche. Estava provado que havia contaminação de um furo com fenóis, alterações de uma linha de água e mais uma série de coisas. Obviamente que, pela sua dimensão local, o caso não era de gravidade extrema, mas é um exemplo paradigmático da inépcia e da irreponsabilidade dos políticos. José Eduardo Martins não justificou a razão para que perante as contaminações, o seu Ministério nada fazia. Disse que como só era um poço e a aldeia tinha água canalizada, não via grande problema. Os dois deputados vieram dizer que a Assembleia da República tinha coisas mais importantes para discutir. Foi um momento edificante da nossa política. Mudei de canal.

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