ESTRAGO DA NAÇÃO

2/12/2004

Farpas Verdes XXVII

Devia haver mais intervenções deste género. Helena Cluny, magistrada junto do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, contestou a fundamentação jurídica que permite transferir os direitos de construção da zona do Meco para a Mata de Sesimbra.

O negócio - eu diria negociata - da permuta de direitos de construção foi feito por Isaltino de Morais, estando subjacente a um acordo para que a empresa alemã que detinha terrenos na praia do Meco desistisse do pedido de indemnização nos tribunais, coisa que ainda estava longe de estar garantido. E isto porque, afinal, a empresa alemã não era a proprietária de todos os terrenos.

Como sabem, o projecto previsto para a Mata de Sesimbra está a ser promovido por uma empresa, a Pelicano, que o apresenta como sendo o supra-sumo do "imobiliário ecológico". Mas por muitas virtudes que o projecto tenha não pode é nascer na base de um negócio pouco claro e afectando uma área que, noutras circuntâncias, nunca teria projectos com os índices de construção que estão no acordo assinado por Isaltino de Morais.

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