ESTRAGO DA NAÇÃO

2/09/2004

Sondagem I

Terminada a primeira sondagem do "Estrago da Nação" para apurar quem foi o melhor e o pior ministro do Ambiente desde 1990, os resultados foram os seguintes:

Melhor Ministro do Ambiente

1º - Gato das Botas - 20 votos (45,45%)
2º - José Sócrates - 9 votos (20,45%)
3º - Elisa Ferreira - 7 votos (15,91%)
4º - Carlos Borrego - 3 votos (6,82%)
5º - Teresa Gouveia - 2 votos (4,55%)
6º - Fernando Real - 1 voto (2,27%)
7º - Isaltino de Morais - 0 votos (0,00%)

Pior Ministro do Ambiente

1º - Isaltino de Morais - 11 votos (31,43%)
2º - Fernando Real - 8 votos (22,86%)
3º - José Sócrates - 7 votos (20,00%)
- Amílcar Theias - 7 votos (20,00%)
5º - Teresa Gouveia - 1 voto (2,86%)
- Gato sem Botas - 1 voto (2,86%)
6º - Carlos Borrego - 0 votos (0,00%)
- Elisa Ferreira - 0 votos (0,00%)

Obviamente que o reduzido número de votantes não permite retirar conclusões científicas, mas a amostra parece possibiltar algumas interpretações curiosas. A primeira é que, de facto, nenhum dos ministros que passou pela pasta do Ambiente desde 1990 não se conseguiu destacar pela positiva, sendo revelador que quase metade dos votantes elegeu o Gato das Botas como melhor "ministro".

A segunda ilação é a de que a actuação de José Sócrates atraiu amores e ódios: fica em primeiro lugar como o melhor ministro (se retiramos o Gato das Botas) e em terceiro como pior ministro.

Ao invés, Isaltino de Morais teve um desempenho que não deixa margens para dúvidas: como ministro não conseguiu obter nenhum voto na categoria de melhor e assume o estatuto de pior ministro do Ambiente, ficando mesmo à frente de Fernando Real, cuja passagem pelo Ministério foi uma autêntica nulidade. Fernando Real foi mau pelo que não fez; Isaltino pelo que fez... E isto é uma diferença substancial.

O quarto aspecto interesseante é que Elisa Ferreira consegue ter o melhor saldo de entre todos os governantes. Se se subtrair os votos de pior aos votos de melhor, a agora deputada consegue ter um saldo positivo de 7 votos, não tendo sido mencionada por ninguém na votação do pior ministro. José Sócrates apenas consegue um saldo positivo de 2 votos, ainda atrás de Carlos Borrego (3 votos).

No meio disto tudo, Carlos Borrego e Teresa Gouveia parecem ter tido uma actuação que nem aqueceu nem arrefeceu. O primeiro não foi citado por ninguém como pior ministro, mas apenas registou três votos para melhor ministro. Já Teresa Gouveia foi citado por um votante como tendo sido a pior ministra e recebeu 2 votos para a categoria do melhor.

Para terminar revelo os meus votos: para melhor ministro, elegi José Sócrates e para pior votei em Isaltino de Morais. Estava para votar no primeiro caso no Gato das Botas, porque, de facto, desde 1990 não tivemos ninguém que se pudesse equiparar a outros políticos de décadas passadas, como Ribeiro Telles e Carlos Pimenta. Mas decidi votar em José Sócrates porque, malgrado decisões casuísticas e alguma prepotência, foi talvez o único político que deu uma força institucional dentro do Conselho de Ministros à pasta do Ambiente. Como pior ministro, a escolha parece-me óbvia: Isaltino de Morais durante os meses que esteve na Rua do Século deu mostras de que não estava ao serviço do Ambiente, mas sim ao serviço dos autarcas e das negociatas da construção civil. A única coisa que fez de positivo foi ter entregue, como entregou, a sua declaração aldrabada no Tribunal Constitucional.

P.S. A minha intenção incial era, como prometera, também fazer uma análise do que cada um dos ministros tinha feito ao longo do seu mandato. Mas tem de ficar para uma próxima oportunidade...

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